A provável venda pela Cemig da fatia detida no consórcio controlador da usina hidrelétrica de Santo Antônio pode fazer com que a Eletrobras também negocie a sua participação no empreendimento, exercendo a cláusula de direito de tag along. A sinalização foi passada pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores da holding estatal, Armando Casado, que disse ter sido informado pela mídia da proposta recebida pela Cemig por parte da Spic Overseas para aquisição dos quase 18% que a companhia mineira tem na UHE rondoniense de 3.750 MW, entre participação direta e indiretamente – esta via SAAG Investimentos.

“Se o processo de negociação que se constitui agora pela Cemig está nesse tipo de desenvolvimento (tratativas para a venda da participação), e nós temos como exercer essa cláusula de tag along, sim, nós temos a disposição de exercer”, informou o executivo, após participar nesta quinta-feira (29) da abertura do Seminário de Interligação Global de Energia na América do Sul, promovido pela Organização Global de Interconexão e Desenvolvimento de Interconexão, no Rio de Janeiro. Casado explicou que a opção pela cláusula de tag along será exercida se os demais acionistas no projeto caminharem nesse sentido.

O executivo informou ainda que a empresa considera exercer o mesmo direto de saída em Belo Monte (PA – 11.233 MW), caso a estatal de Minas Gerais também venha a negociar a sua participação no projeto. A venda da participação na Madeira Energia – controladora de Santo Antônio – e em outros ativos é parte dos esforços da Cemig em reduzir o forte endividamento ao qual está submetida. A expectativa da empresa é obter até R$ 6,5 bilhões com negociações de ativos diversos. Nesse sentido, a empresa já anunciou nos últimos dias que o controle detido na Light será posto para negociação com o mercado.

Com estratégia semelhante, a Eletrobras também pretende focar na venda de ativos, incluindo as distribuidoras federalizadas e participações em até 177 Sociedades de Propósito Específicos de empreendimentos de geração e transmissão, para reduzir seu endividamento e outros custeios operacionais. A meta é obter até R$ 4,6 bilhões até o final deste ano com essas operações, mas Casado salientou que uma possível negociação da participação da holding em Santo Antônio – 39% diretamente, por meio de Furnas – não deverá cobrir, sozinha, o montante de obtenção de receita com venda de ativos para 2017.

O diretor reforçou que a holding vem trabalhando forte com o objetivo de alcançar a meta financeira de desinvestimentos orçada para este ano, o que envolve negociações com credoras da Eletrobras e com as suas subsidiárias controladoras, de forma direta, de algumas das SPEs passíveis de negociação. A estratégia junto aos credores, segundo ele, envolve o pagamento de parte das dívidas com ativos, que serão trazidos para a estrutura da Eletrobras para só então serem postas à venda. Além das SPEs e dos ativos recebidos como pagamentos, a Eletrobras pretende finalizar até o final deste ano todo o processo de privatização das suas seis distribuidoras federalizadas: Amazonas Energia, Boa Vista Energia, Ceal, Cepisa, Ceron e Eletroacre.

 

Fonte: Canal Energia

Notícias

  • Aneel autoriza repasse de R$ 105 milhões da RGR para distribuidoras designadas 08/02/2018 14:45

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o repasse de R$ 105,4 milhões do Fundo Reserva Global de Reversão (RGR), a título de empréstimo, às concessionárias designadas para a prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica.Os valores vão beneficiar os consumidores atendidos pelas empresas Amazonas Energia D (R$ 44,3 milhões), Boa Vista Energia (R$ 23,7 milhões), Cepisa (R$ 9,3 milhões), Ceron (R$ 15,5 milhões) e CEA (R$ 12,4 milhões), segundo despacho publicado...

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