Foi em 2001, em função do risco do "apagão" de energia elétrica no Brasil, que o professor Segen Estefen, do Laboratório de Tecnologia Submarina (LTS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, começou a trabalhar com energias renováveis do mar. Para aproveitar o potencial das marés, o sistema mais comum ê bastante similar ao das usinas hidrelétricas: uma barragem que retêm água em uma área influenciada pela maré. Ao ser liberada, a água faz pressão sobre as turbinas que acionam geradores, produzindo energia. 

Os custos de implantação e manutenção se equivalem aos de uma hidrelétrica, mas é preciso refinado monitoramento, pois essas barragens podem afetar mangues, peixes e bancos de areia. Apesar de o Brasil possuir 8.500 quilômetros de área costeira, só Maranhão, Pará e Amapá têm condições topográficas e variação de altitude de maré apropriadas para esse tipo de projeto.

Outra forma de obter energia das marés é por meio de turbinas submersas. Essa instalação se assemelha a do parques eólicos, só que debaixo d'água. Mas, por ter custo elevado, Estefen defende que essa tecnologia seja implantada em situações pontuais, como em regiões isoladas e sem acesso à energia da Amazônia.
Mas a maior aposta do Brasil está nas ondas. Estefen coordena um grupo de pesquisadores que está prestes a testar um novo protótipo gerador de energia das ondas. Trata-se de um êmbolo cilíndrico que se desloca para cima e para baixo em um eixo, preso a 20 metros de profundidade, acompanhando o movimento das ondas e da alteração da maré. Esse deslocamento aciona um gerador interno que transforma esse movimento em energia.
O sistema contêm um programa acoplado a sensores que auxiliam na detecção de ondas maiores e permite aproveitar aquelas que têm maior potencial de energia. O projeto, que já passou por testes e agora está em fase de construção, será instalado próximo a Ilha Rasa, no Rio de Janeiro, a cem metros da costa, e vai entrar em funcionamento em 2017. O projeto terá o investimento de R$ 10 milhões da estatal Furnas Centrais Elétricas. Se der certo, essa energia irá abastecer, por seis meses, um farol e cerca de 200 casas da Marinha que ficam na ilha.

 

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

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