O consumo nacional de energia elétrica alcançou em agosto 60.309 MW médios, montante 1,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado quando foram consumidos 59.459 MW médios, informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Na análise por ambiente de contratação, houve queda de 2,3% no consumo no mercado regulado e aumento de 11,5% no mercado livre, ambas as variações influenciadas diretamente pelo movimento de migração dos consumidores para o ACL.

Dentre os ramos da indústria monitorados pela CCEE, incluindo autoprodutores, consumidores livres e especiais, os maiores índices de consumo em agosto foram os registrados nos setores de comércio (+56%), serviços (+39,2%) e alimentos (+35,8%). O crescimento destes segmentos está vinculado à migração dos consumidores para o mercado livre. Houve queda no consumo entre os setores de extração de minerais metálicos (-12,9%) e de transportes (-1,37%). Expurgando os efeitos de migração, os segmentos de metalurgia e produtos de metais (+15,2%), madeira, papel e celulose (+5,2%), saneamento (+2,5%) e têxtil (+2,1%) registraram os aumentos mais significativos no período.

Já a geração de energia em agosto também cresceu 1,4% impulsionada pelo desempenho das usinas hidráulicas (42.422 MW médios), incluindo as pequenas centrais hidrelétricas, que cresceu 7,8% e das eólicas (4.472 MW médios), que avançou 31,1% na comparação com o mesmo período de 2015.

Os dados consolidados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica apontam ainda que as usinas térmicas do Sistema Interligado Nacional - SIN reduziram em 19,5% a geração de energia. A queda é explicada pelo menor uso de usinas mais caras movidas a óleo diesel (-66%) e a gás (-30,1%). Na análise da representatividade, a fonte hidráulica, já computando as PCHs, foi responsável por 70% da geração em agosto. A geração térmica alcançou 22%, enquanto as usinas eólicas entregaram 8% da energia do SIN.

 

Fonte: Canal Energia

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