Um sistema de energia solar inédito no Brasil, que está sendo estudado como alternativa àshidrelétricas, pode ser implantado no semiárido pernambucano, no município de Petrolina, a partir do ano que vem. Com a ajuda de um instituto alemão, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e a Universidade Federal do Ceará (UFC) pretendem construir um projeto-piloto na cidade para testar a tecnologia heliotérmica que, ao contrário dos equipamentos solares já usados no país, pode armanezar energia para ser usada, inclusive à noite.

A geração de energia heliotérmica usa o sol como fonte indireta de eletricidade. Ela funciona com um conjunto de captadores espelhados, distribuídos em uma área plana. Os espelhos se movimentam de acordo com a posição do sol e refletem os raios para uma torre - chamada de torre solar -, onde o calor é armazenado e transformado em energia. Ela é diferente da geração de energia solar fotovoltaica, já explorada no Brasil, que não é capaz de guardar o calor produzido.

"No caso dos fotovoltaicos, você teria que ter um sistema de baterias bem caro e complexo para operar. Com o armazenamento térmico é bem mais viável que a energia fique guardada em forma de calor para, no momento em que for necessária, ela ser acionada, inclusive à noite", explica o professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenador do Laboratório de Energia Solar e Gás Natural da instituição, Paulo Alexandre Rocha. A inviabilidade de armazenamento da energia produzida pelos painéis fotovoltaicos deu a esse sistema a classificação de forma secundária de energia, usada para complementar a matriz energética brasileira.

"A fotovoltaica tem limite de aleatoriedade. Se não tiver sol ela para, então sempre tem que ter a hidrelétrica dando suporte como complementação. No caso da eólica, é muito similar. Se você não tem vento, precisa acionar turbinas da hidrelétrica para compensar a baixa produção. Já com o sistema de armazenamento térmico, as turbinas seriam acionadas em caso extremo", informa o pesquisador.

As hidrelétricas, capazes de armazenar energia, são geradoras de 65% da eletricidade do país, de acordo com o Balanço Energético Nacional 2015, do Ministério de Minas e Energia. A intenção é mudar esse quadro, argumenta o assessor de Planejamento Estratégico da Chesf, Benedito Parente. "À medida que os recursos hídricos estão exíguos e deficitários, e até por uma questão de hidrologia estão com pouca água, se faz necessário que rapidamente a gente encontre outra alternativa para armazenamento de blocos de energia".

Localizada no meio do semiárido nordestino, Petrolina foi escolhida pela intensidade solar acentuada, de acordo com Benedito Parente. "A maioria do território brasileiro tem vocação, mas o semiárido tem ainda mais", reforça. Para ele, a energia solar heliotérmica é "uma grande esperança para a produção enérgetica do futuro, uma das mais atraentes". O projeto terá tamanho reduzido, compatível com um projeto de pesquisa, mas a intenção da Chesf, segundo o assessor, é descobrir meios de produzir a tecnologia em larga escala.

Ar no lugar de fluidos

Outro ponto considerado inovador pelo coordenador do Laboratório de Energia Solar da UFC é uma variação no mecanismo de captação de calor da torre. Enquanto iniciativas de outras regiões do mundo operam essa etapa com sal fundido, a tecnologia escolhida pelos cientistas usa o ar. O nome do sistema é "receptor volumétrico aberto", diz o professor Paulo Rocha. "Com isso, a gente não se preocupa com grandes vazamentos. Em sistemas que usam sal fundido, às vezes você tem esse problema, porque está trabalhando com grandes variações de temperatura em tubulações onde passa um fluido líquido pressurizado", explica o acadêmico.

Esse receptor é usado em uma usina heliotérmica piloto, construída na Alemanha pelo Instituto solar de Jülich (SIJ), parceira da Chesf e da UFC no desenvolvimento da torre solar de Petrolina, que deve ser semelhante ao modelo implantado na cidade alemã. A empresa alemã Kraftanlagen München GmbH fornecerá a tecnologia necessária.

Para que a ideia seja concretizada, o grupo tenta conseguir os recursos - cerca de R$ 45 milhões - com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por meio da chamada pública nº19/2015 - Desenvolvimento de Tecnologia Nacional de Geração Heliotérmica de Energia Elétrica - do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica. Segundo Benedito Parente, o prazo para receber uma resposta da agência é de até 60 dias.

Em agosto, a proposta passou por adequações a pedido da Aneel. Caso seja aprovada, começará em 2017 e será desenvolvida em 40 meses - ou três anos e meio. O estudo deve dar mais detalhes em relação ao armazenamento da energia: qual a capacidade, por quanto tempo ela pode ser "guardada". Os autores da iniciativa também esperam descobrir a viabilidade econômica da tecnologia, ou seja, qual o custo-benefício do equipamento.

Sistema contra perda energética

O projeto de construção da torre solar não previa inicialmente a etapa de geração da energia, mas a Aneel exigiu que essa parte fosse incluída na proposta. O professor Paulo Rocha, do laboratório de Energia Solar da UFC, disse que para aproveitar a oportunidade de ganho com pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, o sistema escolhido foi o Ciclo Rankine Orgânico, que tem o potencial de reduzir perdas de calor e, consequentemente, de energia. "No Brasil, até onde a gente sabe, não existe nenhuma planta que utilize", acrescenta.

O ORC, a sigla em inglês do equipamento, é uma alternativa ao Ciclo Rankine padrão, que opera com temperatura mais alta. "O Orgânico se mostra interessante porque opera com menor calor, então consegue se adaptar em situações corriqueiras de rejeito de energia, que ocorrem muito na indústria", compara Rocha.

"Todo sistema de geração de energia elétrica com vapor, principalmente, precisa jogar calor para fora para funcionar. Isso que a gente chama de rejeito de calor. O ciclo alternativo vai viabilizar o seu aproveitamento. De alguma forma estamos conseguindo economizar recursos", afirma. Segundo Parente, a previsão é de que esse bloco de produção gere energia suficiente para alimentar as próprias instalações da Chesf, com a expectativa de atender inclusive ao local onde serão desenvolvidas as pesquisas do projet- piloto. A viabilidade econômica da aplicação desse sistema também vai ser estudado no decorrer dos 40 meses de trabalho.

Fonte: Exame.com

Em uma comunidade isolada de Ilhabela, no litoral norte paulista, Maria, 80, comemora o fato de aposentar o lampião a gás e deixar de salgar a carne para não estragar. Benedito, 55, poderá ligar o ventilador, e Rosângela, 49, o secador de cabelos. Os moradores da praia do Bonete tiveram a rotina alterada no último mês, quando foi concluída a instalação de placas solares em todos os Í80 imóveis da comunidade, onde só se chega de barco ou por uma trilha de duas horas.

Sem precisar depender de geradores ou da pequena hidrelétrica local, eles terão energia contínua para conservar alimentos na geladeira, assistir TV ou acender lâmpadas durante a noite. Também os turistas, principal fonte de renda do Bonete, poderão ficar mais tempo na praia e serem melhor servidos. A energia elétrica contínua era uma demanda antiga. "Perdíamos muitos alimentos, por falta de conservação. Muita gente também perdeu TV e geladeira, porque havia oscilação da energia", diz o presidente da Associação Bonete Sempre, André Queiroz. Há uma pequena hidrelétrica na praia, que abastecia o local por poucas horas por dia. A opção era o uso de um gerador, insuficiente para os 230 moradores.

GELO

Rosângela Rodrigues dos Santos Oliveira, 49, conta que já possuía a geladeira antes, mas que ela gelava durante o dia e descongelava durante a noite, quando a energia caía. "Com as placas está suficiente. Minha geladeira está funcionando até bem demais, uma maravilha". A instalação das placas de energia solar ocorreu por meio do Programa Luz para Todos, do governo federal, ao custo de R$ 5 milhões. 

A Elektro, concessionária local, ficará responsável pela manutenção. Para aderir ao programa, os moradores tiveram que aceitar um termo e se comprometeram a pagar um valor fixo mensal de R$ 38. O sistema não tem, porém, a mesma potência da rede de energia por cabeamento e ainda é restrita para usar chuveiro e máquina de lavar roupas.



Fonte: Folha de São Paulo.

O risco de qualquer déficit de energia no Brasil em 2016 é igual a 0,0% para as regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, mesmo com o país enfrentando as piores hidrologias por três anos seguidos. A informação foi divulgada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, que esteve reunido nesta quinta-feira, 1º de setembro, com o objetivo de analisar as condições de atendimento ao sistema elétrico brasileiro. Durante a reunião, o Operador Nacional do Sistema Elétrico informou que, ao final do mês de agosto, foi verificada Energia Armazenada -- EAR de 46,0%, 90,2%, 19,2% e 47,1% nos reservatórios equivalentes dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente.

Segundo previsão do Programa Mensal de Operação -- PMO/ONS, devem ser atingidos ao final do mês de setembro os seguintes armazenamentos: 40,0% no Sudeste/Centro-Oeste, 96,5% no Sul, 14,7% no Nordeste e 40,1% no Norte. Em relação ao subsistema Nordeste, considerando a persistência do cenário hidrometeorológico atual e a possibilidade da prática de defluência mínima de 700 m³/s a partir da UHE Sobradinho, iniciando no mês de outubro, a expectativa é de atingimento de 4,5% de armazenamento na UHE Sobradinho ao final do mês de novembro de 2016.

A permanência da prática de defluência mínima de 800 m³/s levaria a um armazenamento de apenas 2,7% ao final deste horizonte. O ONS destacou que, referente à última reunião do Grupo de Trabalho MCTI/MME sobre Previsão Estendida, permanecem condições de neutralidade no Oceano Pacífico Tropical. As previsões da maioria dos modelos acoplados e oceânicos indicam o provável desenvolvimento de uma fase fria, em princípio de fraca intensidade, no final segundo semestre do ano, embora com uma certeza menor em relação às semanas anteriores.

Atendendo a uma deliberação do CMSE, o ONS apresentou análise das séries de vazões das principais bacias hidrográficas do país, do ponto de vista da geração de energia hidrelétrica. Destacou que no período 1993/2014, a média das vazões naturais à UHE Sobradinho correspondeu a apenas 79,6% da média de longo termo. Bacias vizinhas à do rio São Francisco apresentam o mesmo comportamento de redução de vazões a partir de 1993. Em relação aos dados mais recentes, nos três últimos anos verificou-se que a área de redução de vazões abrangeu a maior parte da região Sudeste e de todo o subsistema Nordeste, regiões cuja capacidade de armazenamento somadas correspondem a 86% do total do SIN, e que este triênio foi o mais seco do histórico. 

 

Fonte: Canal Energia

A produção de eletricidade a partir da fonte eólica alcançou 21.626 GWh em 2015, equivalente a um aumento de 77,1% em relação ao ano anterior, quando atingiu 12.210 GWh, superando a geração nuclear. No ano passado, a potência instalada para geração eólica expandiu 56% e a solar, 40%. Os dados constam do Balanço Energético Nacional 2016, com base em dados de 2015, divulgado nesta segunda-feira, 29 de agosto, pela Empresa de Pesquisa Energética.

Segundo o documento, a capacidade total instalada de geração no Brasil alcançou 140.858 MW no período, o que revela um aumento de 6.945 MW em relação a 2014.Na expansão da capacidade instalada, as centrais hidrelétricas contribuíram com 35,4%, enquanto as centrais térmicas responderam por 25%. As usinas eólicas e solares foram responsáveis pelos 39,6% restantes, mostrando que o Brasil está cada dia com uma matriz mais limpa. De acordo com o BEN, a oferta interna de energia a partir das fontes não renováveis representou 58,8% em 2015, abaixo dos 60,6% registrados em 2014. Por outro lado, a oferta interna de energia renovável subiu de 39,4% para 41,2% no mesmo período.

A oferta interna de energia elétrica apresentou um recuo de 1,3% em relação a 2014. Pelo quarto ano consecutivo, devido às condições hidrológicas desfavoráveis, houve redução da energia hidráulica disponibilizada. Em 2015, segundo o BEN, o decréscimo foi de 3,2% comparado ao ano anterior. Apesar da menor oferta hídrica, ocorreu um avanço da participação de renováveis na matriz elétrica de 74,6% para 75,5%, explicado pela queda da geração térmica a base de derivados de petróleo e ao incremento da geração a base de biomassa e eólica.

O consumo final energético e não energético recuou 1,9% em relação ao ano anterior, destaque para a queda significativa de 3,1% e 2,6% nos consumos dos setores industrial e de transporte, respectivamente. Pelo relatório, o consumo final de eletricidade no país em 2015 registrou queda de 1,8%. Os setores que mais contribuíram para a redução foram o residencial, com decréscimo de 0,7%, e o industrial, com retração de 5%.

O BEN incorpora a partir do ano base 2015 as estatísticas referentes à micro e minigeração distribuída. O crescimento desse tipo de geração ganhou impulso a partir das recentes ações regulatórias, com destaque para a compensação da energia excedente produzida por sistemas de menor porte. Em 2015, a potência instalada desta modalidade de geração totalizou 16,5 MW, liderada pela fonte solar fotovoltaica, que atingiu 13,3 MW. Nas edições anteriores, a energia solar estava incorporada em Outras Renováveis. 

Fonte: Canal Energia
Foi em 2001, em função do risco do "apagão" de energia elétrica no Brasil, que o professor Segen Estefen, do Laboratório de Tecnologia Submarina (LTS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, começou a trabalhar com energias renováveis do mar. Para aproveitar o potencial das marés, o sistema mais comum ê bastante similar ao das usinas hidrelétricas: uma barragem que retêm água em uma área influenciada pela maré. Ao ser liberada, a água faz pressão sobre as turbinas que acionam geradores, produzindo energia. 

Os custos de implantação e manutenção se equivalem aos de uma hidrelétrica, mas é preciso refinado monitoramento, pois essas barragens podem afetar mangues, peixes e bancos de areia. Apesar de o Brasil possuir 8.500 quilômetros de área costeira, só Maranhão, Pará e Amapá têm condições topográficas e variação de altitude de maré apropriadas para esse tipo de projeto.

Outra forma de obter energia das marés é por meio de turbinas submersas. Essa instalação se assemelha a do parques eólicos, só que debaixo d'água. Mas, por ter custo elevado, Estefen defende que essa tecnologia seja implantada em situações pontuais, como em regiões isoladas e sem acesso à energia da Amazônia.
Mas a maior aposta do Brasil está nas ondas. Estefen coordena um grupo de pesquisadores que está prestes a testar um novo protótipo gerador de energia das ondas. Trata-se de um êmbolo cilíndrico que se desloca para cima e para baixo em um eixo, preso a 20 metros de profundidade, acompanhando o movimento das ondas e da alteração da maré. Esse deslocamento aciona um gerador interno que transforma esse movimento em energia.
O sistema contêm um programa acoplado a sensores que auxiliam na detecção de ondas maiores e permite aproveitar aquelas que têm maior potencial de energia. O projeto, que já passou por testes e agora está em fase de construção, será instalado próximo a Ilha Rasa, no Rio de Janeiro, a cem metros da costa, e vai entrar em funcionamento em 2017. O projeto terá o investimento de R$ 10 milhões da estatal Furnas Centrais Elétricas. Se der certo, essa energia irá abastecer, por seis meses, um farol e cerca de 200 casas da Marinha que ficam na ilha.

 

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

Gigantes como State Grid e CTG estão de olho em ativos como Queiroz Galvão Energia, Renova, CPFL e Santo AntônioAs companhias chinesas continuam com imenso apetite pelo setor elétrico do Brasil, no qual já caminham para a liderança em alguns negócios, mas o cheque em branco dado por Pequim para aquisições no país não significa que as gigantes orientais farão qualquer negócio ou pagarão preços excessivos pelos ativos.

Prova disso foi o desinteresse na privatização da distribuidora goiana Celg-D - às vésperas do cancelamento do leilão, mercado e governo ainda especulavam se o interesse da chinesa State Grid poderia salvar um fracasso que se desenhava conforme investidores brasileiros criticavam o preço da elétrica.

Segundo as empresas e especialistas próximos, equipes da State Grid e da China Three Gorges (CTG) têm analisado em detalhes cada tentativa de venda de ativos em energia, mas na vantajosa posição de quem tem caixa e tempo para escolher negócios.

"Os chineses estão com maior apetite pelo risco no Brasil, o que não quer dizer que não olhem os riscos com muita atenção. Evidente que eles aceitam um retorno um pouco mais baixo que o investidor brasileiro, mas também não estão rasgando dinheiro", disse o sócio da consultoria Upside Finance, Humberto Gargiulo, que já apoiou a State Grid antes em leilões de transmissão.

O avanço das chinesas rumo ao exterior tem como pano de fundo o interesse em criar mercados para fabricantes de equipamentos e empresas de engenharia chinesas, além de aumentar a influência global do país. No Brasil, o interesse é maior ainda devido às características do sistema, que guarda semelhanças com o chinês por recorrer a grandeshidrelétricas e imensas linhas de transmissão.

"Nós temos o objetivo de ser um player relevante, mas, para crescer, nós precisamos que isso faça sentido, depende das oportunidades no mercado. Há muitas oportunidades e potenciais compras que estamos analisando", disse o presidente da CTG Brasil, Li Yinsheng.

De acordo com o executivo, a companhia tem uma equipe de seis pessoas no país e mais especialistas na China que analisam negócios o tempo todo, e que não há limites ou metas definidas para investimentos.

Ele ressaltou que a preferência é por energia renovável, e estão no foco tanto compras de ativos em operação quanto novos projetos. "Nós estamos no mercado para o longo prazo, esse é nosso racional de investir no Brasil. Você pode imaginar que se uma companhia toma 20 anos para tomar a decisão de vir, só podemos assumir que veio para ficar por um longo tempo no mercado."

Já a State Grid estreou no Brasil em 2010 com a aquisição de US$ 1 bilhão em ativos de transmissão e desde então entrou em grandes projetos no país. Já a CTG olhava o País há 20 anos, mas decidiu entrar de vez em 2013. Desde então, fez aquisições de R$ 16 bilhões.

Procurada, a State Grid não quis falar de sua estratégia.

Negócios no radar. Segundo uma fonte que acompanha as negociações, a CTG tem uma visão de liderar o mercado de geração no médio prazo, e participa da análise da eventual compra de ativos da americana Duke Energy no país, da geradora de energia limpa Renova e de parques eólicos da Queiroz Galvão Energia.

Já a State Grid estuda a possível compra de ativos de transmissão de energia das espanholas Abengoa e Isolux. Também foi oferecida a essas empresas fatia na hidrelétricade Santo Antônio, que está sendo construída em Rondônia por um grupo que inclui Cemig, Odebrecht e Andrade Gutierrez, além de Furnas, da Eletrobrás.

Além disso, a State Grid tem uma due dilligence em andamento para a aquisição da fatia da Camargo Corrêa na CPFL Energia, em um negócio que pode superar R$ 25 bilhões. Em entrevista recente à Reuters, o presidente da CPFL, André Dorf, disse que, se assumirem a companhia, os chineses estarão prontos para investimentos ou aquisições em todos segmentos da energia - geração, transmissão, distribuição e comercialização. "Eles vão fazer bastante coisa ali", afirmou à Reuters uma fonte próxima dos chineses, que vê grande espaço para consolidação o setor de energia do Brasil.

 

Fonte: Jornal Estadão

O montante de potência previsto para entrar em operação comercial neste ano deverá ser superado. A estimativa atual aponta para entrada de 10.600 MW de nova capacidade instalada em 2016, ante 9.402 MW estimados no início do ano. Os dados são do mais recente Relatório de Acompanhamento de Empreendimentos de Geração, divulgado a cada quatro meses pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Segundo a área de fiscalização da Aneel, entre 1º de janeiro e 5 de agosto de 2016 entraram em operação comercial 6.662 MW de potência instalada, o que representa cerca de 70% do total previsto inicialmente (9.402 MW).

Desse total instalado, 3.676 MW são hidrelétricas;1.736 MW de eólicas; 1.122 MW de térmicas; 1 126 MW de pequenas centrais hidrelétricas."Vale destacar que o montante de potência previsto atualmente para entrada em operação comercial ainda em 2016 supera o prognóstico traçado no início desse ano.Verifica-se que há aproximadamente 4.000 MW previstos para iniciar operação comercial e, em se confirmando, 2016 encerra com mais de 10.000 MW de novos empreendimentos em operação comercial", destaca a Aneel.

Para fortalecer essa expectativa, até o início de agosto quase 1.000 MW de usinas em implantação já tinham sido liberadas para operação em teste. A operação em teste é a fase que antecede a operação comercial, situação em que a energia produzida é disponibilizada ao sistema, atendendo aos compromissos contratuais do agente. Entre 2016 e 2020, considerando os dados até o início de agosto deste ano, há uma previsão de 35.931 MW de potência a ser acrescida ao sistema elétrico brasileiro. Desses, 259,29 MW são específicos para atender aos sistemas isolados, previstos para entrar em operação entre 2016 e 2017, diz o relatório. A Aneel explica que os números apresentados no relatório contabilizam apenas as usinas com outorgas válidas.

Dessa forma, não estão contabilizados empreendimentos que comercializaram energia em leilão e ainda não possuem outorga de concessão ou autorização do Poder Concedente. Ainda segundo a agência, a UTE Mauá 3, localizada no município de Manaus, no Amazonas, deverá antecipar a operação comercial de sua primeira máquina em 14 meses. A usina de 590 MW de capacidade comercializou energia no leilão n°06/2014 (A-5), realizado em 28 de novembro daquele ano, com compromisso de suprimento em 1º de janeiro de 2019.

Como o empreendimento já estava com as obras em andamento desde 2013, a previsão da Superintendência de Fiscalização da Geração (SFG) é que a operação da primeira máquina (189,55 MW) aconteça em outubro deste ano. A segunda máquina está prevista para maio de 2017. Lembrando que a usina é composta por três unidades de geração e utiliza o gás natural como combustível principal. Outro destaque é para a hidrelétrica de Jirau, localizada no rio Madeira, em Rondônia.

A usina deverá terminar o ano com as 50 UGs em operação, totalizando 3.750 MW de capacidade instalada. Atualmente o empreendimento possui 42 turbinas em operação comercial, sendo que cinco delas entraram em operação comercial neste ano. Entre junho e julho foram liberadas para testes mais três máquinas. Já a hidrelétrica de Santo Antônio (3.150 MW) deverá concluir a operação de todas as máquina até março de 2017.

A usina tem 44 UGs liberadas para funcionar comercialmente e outras três em comissionamento, previstas para serem concluídos neste ano. A UHE Belo Monte (11.233 MW), localizada no rio Xingu, no Pará, deverá terminar o ano com sete máquinas em operação comercial, três no sítio Belo Monte (1.833 MW) e outras quatro no sítio Pimental (155 MW), "em função do ritmo atual de obras da usina, com foco de sua força de trabalho na montagem eletromecânica". Duas unidades da cada de força principal (611,1 MW cada) e três da casa de força complementar (38,85 MW cada) iniciaram a operação comercial.

Atualmente a SFG está prevendo a entrada da terceira unidade do sítio Belo Monte para outubro deste ano e mais uma do sítio Pimental para agosto. As demais devem iniciar a operação comercial entre 2017 e 2019, quando se espera a conclusão da obra. Lembrando que o projeto conta com 24 máquinas.

 

Fonte: Canal Energia

O Ministério de Minas e Energia deverá publicar na próxima semana uma portaria informando que o primeiro leilão de energia de reserva, marcado para 29 de julho, será adiado. O certame seria o primeiro do tipo com participação de fonte hidrelétrica desde 2010, permitindo a venda de energia de empreendimentos hidrelétricos com potência instalada entre 1 MW e 30 MW. O leilão também é importante para os investidores da cadeia solar que buscam uma sinalização de demanda para se firmarem no país. Para que o leilão acontecesse na data marcada, o edital precisaria ser aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica e publicado no Diário Oficial da União com 30 dias de antecedência da realização do certame.

No entanto, o tema não consta na pauta da reunião de diretoria da Aneel da próxima terça-feira, 28 de junho. O diretor da Aneel José Jurhosa Junior confirmou à Agência CanalEnergia que o certame será postergado.Ele também disse que não há uma nova data definida para o leilão acontecer e que o MME deve soltar uma portaria na segunda-feira, 27, com mais informações. Segundo o diretor, o governo achou oportuno reavaliar a realização do certame por conta das muitas alterações políticas e regulatórias ocorridas nos últimos meses.

Além disso, pesou na decisão a questão da sobrecontratação das distribuidoras, que por conta da baixa demanda estão com sobras de energia de 16,5%. O governo ainda tem dúvida se realizará um ou dois leilões de reserva, como atualmente está previsto. O segundo LER está marcado para 28 de outubro para contratação de fonte solar e eólica, com início de suprimento em 1º de julho de 2019. O LER de agosto tinha como início de suprimento julho de 2018 (solar) e março de 2020 (hídricas). Em entrevista exclusiva à Agência CanalEnergia, o secretário executivo do MME, Paulo Pedrosa, já havia dado pistas que o LER seria repensado, principalmente após a indicação do novo presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Luiz Barroso.

Representantes de associações do setor, por outro lado, veem no LER a última chance de salvar o ano e garantir uma contração futura. "Se de um lado fazendo leilões para determinadas fonte eu dou conforto à cadeia produtiva daquela fonte, num momento de sobreoferta, se aquela energia entra como reserva, aquilo vai ser pago por consumidores na outra ponta", explicou Pedrosa. "O leilão de reserva é uma forma muito positiva para quem vende a energia, mas independentemente desse leilão que está caminhando, existe um encadeamento e isso tem que ser considerado, tem que ser feita uma reflexão sobre o próprio modelo de reserva", completou.

Em nota, o MME disse que está tomando as providências para a postergação do leilão de energia de reserva, para que os novos integrantes da equipe do Ministério e de órgãos vinculados possam participar do processo, notadamente com a participação da nova equipe da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) "A prorrogação da data de realização do leilão não prejudica o processo já efetuado de apresentação de documentos relativos à regularização fundiária, licenciamento ambiental, uso da água e acesso à rede, sem necessidade de reabertura de cadastro", escreceu o MME.

A EPE havia credenciado 428 projetos para o LER, segundo nota informativa publicada pela entidade em 4 de maio. Ao todo, esses projetos representam oferta de 10.195 megawatts de potência instalada. Empreendimentos de energia solar fotovoltaica se destacaram no credenciamento, totalizando 9.210 MW da energia ofertada, em 295 projetos. Também se credenciaram 73 PCHs, com 889 MW; e 60 Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), com 96 MW.

 

Fonte: Canal Energia

O consumo e a geração de energia elétrica aumentaram 1% entre os dias 1º e 14 de junho, informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), com base em dados preliminares de medição. A entidade salienta que excluindo o impacto do feriado de Corpus Christi de 2015, há uma leve redução, de 0,1%.O consumo de energia somou 58.286 MW médios, o que corresponde a uma alta de 1% na comparação com o mesmo período ano passado. No mercado cativo (Ambiente de Contratação Regulada - ACR), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, foi registrada retração de 0,3% no consumo, ou queda de 1,4% excluindo o impacto do feriado de 2015. Já no mercado livre (Ambiente de Contratação Livre - ACL), no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores, houve aumento de 5,3%. Enquanto os autoprodutores tiveram diminuição de 5,8%, os consumidores livres apresentaram acréscimo de 4,2% devido à migração de novas cargas. Desconsiderando-se a migração, há queda de 0,3% no segmento.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, consumidores livres e especiais, os setores de comércio (26,1%), manufaturados diversos (22%) e alimentícios (21,1%) registraram os maiores índices de aumento no consumo. Mas a entidade alerta que esse aumento está vinculado à migração dos consumidores para o mercado livre. Já os setores com queda no consumo foram os de extração de minerais metálicos (-22,6%), transporte (-5,1%) e telecomunicações (-2,1%).

Na geração, os dados preliminares apontam a entrega de 60.461 MW médios de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN) nos primeiros 14 dias de junho. A produção das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, registrou elevação de 15,7% no período e a representatividade da fonte atingiu 75,3% sobre toda energia produzida no País, índice 9,5 pontos percentuais superior ao de 2015. A geração eólica cresceu 30,6% e a produção das usinas térmicas recuou 34,3%.

Os dados constam do boletim InfoMercado Semanal, que também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) gerem, até a terceira semana de junho, o equivalente a 95,7% de suas garantias físicas, ou 47.955 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este porcentual foi de 93,9%.

 Fonte: Portal Istoé Dinheiro

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