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HISTÓRICO

No início da década de 90 foi descoberta uma população de cervos-do-pantanal no baixo curso do rio Tietê, onde estava sendo construída a Usina Hidrelétrica de Três Irmãos. Este empreendimento alagaria a totalidade dos banhados onde vivia a espécie (14.000 ha de várzeas) e causaria um significativo impacto na última grande população de cervos que ocupava os banhados do rio Tietê.

Para mitigar este impacto, foi proposto pela concessionária da Usina na época a criação do CCCP. Este Centro está localizado em um dos remanescentes de várzea do rio Tietê, no município de Promissão-SP e toda a sua concepção foi orientada pelo Plano de Manejo do Cervo-do-Pantanal, elaborado por instituições ambientais governamentais e de pesquisa.

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A partir do final do ano de 2014, a empresa Tijoá Participações e Investimentos S. A. passou a ser a nova concessionária da Usina Hidrelétrica de Três Irmãos e a responsável pelo CCCP, que mantém aproximadamente 50% dos cervos-do-pantanal em cativeiro no Brasil. Trata-se da maior população de cervos-do-pantanal em cativeiro no mundo e a Tijoá passou a ser a responsável pelo programa de conservação em cativeiro da população da Bacia do Rio Tietê.

A ESPÉCIE CERVO DO PANTANAL - BLASTOCEROS

É o maior cervídeo da América do Sul e um dos maiores mamíferos brasileiros, com fêmeas pesando cerca de 90kg e machos aproximadamente 110kg. A altura média da cernelha em animais adultos é de 1,3m. A cor do cervo-do-pantanal é avermelhada. Possui longas pernas, que são negras e apresentam adaptação aos ambientes alagados. As orelhas são grandes e arredondadas. Os machos apresentam chifres ramificados e podem chegar a dez pontas, conforme a idade e alimentação.

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As fêmeas apresentam estro (cio) durante todo o ano, gestação com duração de 251 a 271 dias e o filhote nasce sem pintas claras. Os animais ocupam o ambiente de várzea e, atualmente, os estados originalmente habitados por grandes populações de cervo, como São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais e Bahia, possuem apenas populações relictuais da espécie, havendo possibilidade de extinções locais em um curto prazo de tempo.

As maiores populações estão no Pantanal brasileiro (estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), na região da Ilha do Bananal, Rio Araguaia (estados do Mato Grosso e Tocantins), no Rio Guaporé (estado de Rondônia) e nas várzeas remanescentes do Rio Paraná (estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo).

A espécie está classificada como Vulnerável (VU) na lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, 2016) e consta no Anexo I da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), como espécie afetada pelo tráfico de animais silvestres.

MANEJO

 O cervo-do-pantanal é um animal predominantemente diurno, podendo tornar-se noturno em locais onde ocorre caça e perseguição. Possui hábitos solitários, mas também podem ser observados em pequenos grupos familiares. Quanto à estratégia de busca de alimento, a espécie pode ser classificada como “pastador-podador”, pois grande parte da sua dieta é composta por brotos de várias espécies arbustivas e plantas aquáticas de folha larga. Em cativeiro, consome arbustos e especialmente leguminosas, mas também fazem parte da sua dieta gramíneas tenras e macias, além de concentrado de alto valor proteico.  

 

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